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Coisa Ruim
 


A adicção é como um moleque insano com uma pedra na mão prestes a estilhaçar uma vidraça; provavelmente a vidraça da sua própria casa.

Você pode detê-lo retirando a pedra das suas mãos e evitando que ele arranje outra, pois pode ter certeza, ele tentará arranjar outra.

Ou você pode, após o lançamento da pedra, tentar impedi-la de alcançar o vidro da janela. Neste caso, só lhe sobram três alternativas. Opção “A”: você consegue deter a pedra, o vidro fica intacto, mas você pode ter certeza que o moleque insano tentará novamente. Opção “B”: você tenta segurar a pedra, até consegue suavizar o seu impacto, mas ainda assim o vidro trinca ou sofre qualquer coisa. Pode ter certeza que o moleque insano tentará novamente, afinal, o vidro não quebrou. Opção “C”: você corre, mas não consegue alcançar a pedra a tempo de impedir o estrago. E é aí que você pensa: “deveria ter tomado a pedra da mão daquele moleque enquanto tinha chance”.

Independente da opção é sempre melhor não deixar o moleque insano sair para brincar. Ele não sabe brincar! E, no final, se ele sai a janela acaba sempre quebrada, pois ninguém consegue vencer o poder destruidor de uma pedra lançada com toda a força das mãos de um louco.



Escrito por Peguel Bê!!! às 18h55
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“Não sou sábio, nem filósofo, nem escritor profissional. (...)

Sou um pesquisador apaixonado pela verdade e um encarniçado inimigo das ficções malfazejas das quais o partido do sistema, este representante oficial, privilegiado e interessado em todas as baixezas religiosas, metafísicas, políticas, jurídicas, econômicas e sociais, presentes e passadas, pretende utilizar-se ainda hoje para embrutecer e submeter o mundo.

Sou amante fanático da liberdade, considerando-a como o único espaço onde podem crescer e desenvolver-se a inteligência, a dignidade e a felicidade dos homens; não esta liberdade formal, outorgada e regulamentada pelo Estado, mentira eterna que, em realidade, representa apenas o privilégio de alguns, apoiada na escravidão de todos; não esta liberdade individualista, egoísta, mesquinha e fictícia, enaltecida pela escola de J. J. Rousseau e por todas as outras escolas do liberalismo burguês, que considera o assim chamado direito de todo mundo, representado pelo Estado, como o limite do direito de cada um, o que conduz, sempre e necessariamente, o direito de cada um a ZERO. (...)

Sou um partidário convicto da igualdade econômica e social porque sei que, fora dessa igualdade, a liberdade, a justiça, a dignidade humana, a moralidade e o bem-estar dos indivíduos, assim como a prosperidade das nações, serão nada mais do que mentiras”.

 

(BAKUNIN, Michael A.. A Comuna de Paris e a Noção de Estado, 1870. In: OBRAS, IV, p. 249.)



Escrito por Peguel Bê!!! às 10h46
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Você esqueceu as regras

Você esqueceu as regras

mais uma noite

isso não é sala de aula

não é um show

você tem que ir

Você esqueceu as regras

mais uma noite

não é a primeira vez que você foge

e todo mundo sabe

não é uma festa

Você esqueceu as regras

mais uma noite

todos sabem o que é melhor

você sente e você amaldiçoa

o que você precisa é de

ouvir sem se importar

Você esqueceu as regras

mais uma noite

não se desaponte

com o gosto ruim em sua boca

você tinha que ir embora

sem se importar com os outros

Você esqueceu as regras

mais uma noite

procurou por perdão ou morte

ou Jesus pra curar a lepra em sua cabeça

um após outro caindo ao seu lado

Você esqueceu as regras

mais uma noite

Não há choro, nem dor

o amor e o sangue

te fazem ter certeza

dos irmãos e irmãs

que você tem e se importam

uns com os outros

Você esqueceu as regras

mais uma noite

o tédio te levou a ser um homem

que não sabe o que quer

sozinho, assustado, mentindo pra si mesmo

Você esqueceu as regras

mais uma noite

o diabo te encontrou e te perguntou

por que você corria

mas que diferença isso faz?

todos os demônios já te perguntaram

e você os argüiu também

para se encontrar

Você esqueceu as regras

mais uma noite

sem mais desculpas, cansado e

doente novamente

estás doente por quê?

que diferença isso faz?

Você esqueceu as regras

mais uma noite

por que você não olha que o coração está partido

e o céu te acha uma piada

e um miserável nesse momento

as pessoas estão bem e tanto faz

Você esqueceu as regras

mais uma noite

procurando por emprego e não encontrando

em sua vida você está bem. É claro!

você me perguntou no fim do dia

por que eu estava sangrando

em minha vida eu nunca dei um sorriso

olhando nos olhos de você

Você esqueceu as regras

mais uma noite

passam-se os velhos anos que não voltam

pensando que esta sozinho, que ninguém

ouve a sua força

estranho para si mesmo

e tarde demais para se manter longe

ou apertar a sua própria mão

Você esqueceu as regras

mais uma noite

fugindo das lágrimas

pois nada fica com o tempo

nada te interessa nas pessoas

nada é legal

e ficas distante

Você esqueceu as regras

mais uma noite

eu vi um dia em que vou ter que te dizer

que não tenho nada a te dizer

você sente e vê o céu

e a chuva púrpura

chora e chama meu nome

mas eu não posso provar

Você esqueceu as regras

mais uma noite

o último riso em seus olhos

resta para ser o que você se lembrava de ontem

quando você não dormiu à noite

mas eu me lembro

Você esqueceu as regras

mais uma noite

você disse “eu te amo, baby!”

mas queria mata-la

lembra de ontem?

Eu lembro de você

Você não dormiu à noite

Eu lembro de você

Você esqueceu as regras

mais uma noite

um trem para o coração partido

em direção à cidade quebrada de mentira

Deus sabe que as mentiras quebram

E ficam na cabeça

Você esqueceu as regras

mais uma noite

você acredita no mito

e não sabe realmente nada

como uma aliança de casamento

é o sonho de qualquer um

mas você não dorme

Você esqueceu as regras

mais uma noite

 (Continua...)

 

 

 

 

 

 



Escrito por Peguel Bê!!! às 10h16
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Já matamos nossos ídolos
Já morremos de amores
Já entramos em depressão
Já choramos nossas dores

Já comemos tantos pães
Já bebemos tantos vinhos
Já criamos nossos Deuses
Já os tratamos como lixo

Já caçamos mamutes
Já perseguimos leões
Já namoramos Putas
Já atiramos em multidões

Já fizemos versos
Já criamos invensões
Já iluminamos todo o mundo
Já apagamos revoluções

Já fizemos de tudo
Já nos entediamos
Já voltamos a gozar
Já não nos suportamos

Já não sei o que falar



Escrito por Peguel Bê!!! às 17h04
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...A MUITO...

Todos os vampiros estão de dentes afiados

cantando suas canções desafinadas

entoando bordões  a muito desgastos

entre discursos  a muito manjados

 

Os meus dentes estam serrados

e os meus piores medos realizados

minha cabeça lateja frequentemente

e a muito não tenho um pensamento coerênte

 

Os monstros sairam do armário

e tornaram-se parte do meu mobiliario

Seus sustos, a muito tornaram-se normais

e, a esse velho que aqui fala, a muito não assutam mais!!!



Escrito por Peguel Bê!!! às 17h04
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Forças Internas

Minha mente lateja
e minha visão é turva
Não compreendo as placas
dessa estrada escura
Tudo parece embarralhado
obscuro ou deslocado
seja um rabino tatuado
ou um vampiro desdentado
Não tenho certeza do meu caminho
vou tateando pelo escuro
completamente sozinho
de vez em quando esbarro
minha mão em outra mão
mas prefiro continuar
com a minha solidão
e todo tempo aparece
um novo começo
que exige de mim
abusivos preços
e os percalsos dessa estrada
com seu olhar zombeteiro
atiram pedras em mim
até chegar ao fim
ou desistir do começo



Escrito por Peguel Bê!!! às 17h03
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Hard to Explain - The Strokes

Era um homem honesto
pediu-me o telefone
tentou assumir o controle

Oh, não vejo dessa forma
não vejo dessa forma

Oh, trocamos umas idéias
obcecados com o destino
disse que éramos todos iguais

Oh, não vejo dessa forma
não vejo forma

fui criado na Carolina
eu não sou assim
tento lembrá-la
de quando vamos voltar

perdi o último ônibus, pegarei o próximo trem
eu tentei, mas é difícil explicar
falo a coisa certa, mas ajo errado
gosto daqui, mas não posso ficar
assisto à TV, esqueço o que me dizem
Bem, sou muito jovem, eles são muito velhos
o palhaço é você, isto aqui é um zoológico
tem razão, é verdade

Ele disse que não consegue se decidir
sacudo a cabeça para dizer
que está tudo ótimo

Oh, não consigo me lembrar
não consigo me lembrar

fui criado na Carolina, ela disse
que eu não sou assim
tento lembrá-la
de quando vamos voltar

falo a coisa certa, mas ajo errado
gosto daqui, mas não posso ficar
assisto à TV, esqueço o que me dizem
Bem, sou muito jovem, eles são muito velhos
Oh cara voce nao ve, estou nervoso, entao por favor
finjo ser legal, para poder ser cruel
perdi o último ônibus, vou pegar o próximo trem
eu tentei, mas é difícil explicar



Escrito por Peguel Bê!!! às 17h02
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Global

Fui até a China procurar um japonês
que sabia falar um certo dialeto arabe
que só é falado em comunidades judias da Etiópia
Tudo só para me comunicar com um basco com aminésia
que exilou-se num albergue de portugueses
na argentina e que só consegue se alimentar
de comida caribenha temperada com especiarias indianas
Pra mim ele fala grego, mas há quem o entenda,
como uma imigrante russa que morou muito tempo na Polônia
onde teve aulas de várias linguas, inclusive esperanto
e linguas indo-europeias que hoje já estão mortas
É nesse clima de mistura que a gente se sente em casa
seja bebendo com turcos ou fumando com najavos
seja comendo peixe crú japonês ou comida gordurenta norte americana
seja vivendo entre ricos holandeses ou pobres africanos
em condominios de luxo no meio da favela ou um suburbio qualquer
em qualquer canto.



Escrito por Peguel Bê!!! às 17h02
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High Hopes (Grandes Esperanças)

Além do horizonte do lugar em que vivemos quando criança
Em um mundo de magnetismo e milagres
Nossos pensamentos emanavam constantes e sem fronteiras
O soar do sino da divisão começou

Ao longo da grande estrada e descendo a caminho das causas
Eles ainda se encontram com a corte

Havia um bando de maltrapilhos que seguiam nossos passos
Corremos antes que o tempo levasse nossos sonhos embora
Deixando uma miríade de pequenas criaturas tentando nos amarrar
Ao chão
Para uma vida consumida pela degeneração lenta

A grama era mais verde
As luzes eram mais brilhantes
Com amigo por perto
As noites eram maravilhosas

Olhando além das pontes em brasa resplandecendo atrás de nós
Para ver por um relance o quão verde era o outro lado
Passos tomados adiante mas sonânbulos voltamos
Dragados pela força de uma maré interior
Em alta altitude com bandeira desfraldada
Alcançamos as alturas inebriantes daquele mundo de sonhos
Enclausurado para sempre por desejo e ambição
Existe uma fome não satisfeita
Nossos olhos desgastados ainda fitam o horizonte
Apesar de passarmos tantas vezes por essa estrada

A grama era mais verde
As luzes eram mais brilhantes
O gosto era mais doce
As noites eram maravilhosas
Com amigos por perto
A brilhante bruma da manhã
A água correndo
O rio sem fim

Para sempre e sempre.



Escrito por Peguel Bê!!! às 17h02
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Escombros

Quando me distrai de mim
o que restava de vitude eu perdi
e se por um instante flagrava minha ausencia
permanecia inerte a essa fagulha de consciêcia
Ao primeiro gole parecia recobrar os sentidos
para depois embreagar-me novamente em desatinos
A formula secreta estava no rótulo
porém os olhos neblinados
deixavam os escritos turvos
e se não podia ver
nunca conseguiria ser
e aquilo que um dia foram sonhos
agora eram um bocado de escombros.



Escrito por Peguel Bê!!! às 17h01
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Confortavelmente Entorpecido

Olá?
Tem alguém aí dentro?
Acena se me puderes ouvir
Tem alguém em casa?
Vamos lá,
Ouvi dizer que te sentes para baixo
Bom, eu posso aliviar a tua dor
Por-te de pé novamente

Relaxa
Eu preciso de algumas informações primeiro
Apenas coisas básicas
Podes me dizer onde dói?

Não há dor, estás equivocado
Um navio distante fumega no horizonte
Só chegas a mim por ondas
Os teus lábios movem-se mas
Não consigo ouvir o que dizes
Quando eu era criança eu tive uma febre
As minhas mãos caíram como dois balões
Agora eu tenho essa sensação novamente
Não consigo explicar, não entenderías
Eu não sou assim
Eu tornei-me confortavelmente entorpecido

Tudo bem
Apenas uma picadinha
Não haverá mais... aaaaaahhhhh!
Mas poderás sentir-te enjoado
Consegues te levantar?
Parece que está a dar resultado. ótimo.
Isso far-te-á aguentar o espetáculo
Vamos, está na hora de ir

Não há dor, estás equivocado
Um navio distante fumega no horizonte
Só chegas a mim por ondas
Os teus lábios movem-se mas
Não consigo ouvir o que dizes
Quando eu era criança eu apanhei um fugaz olhar
Pelo canto do meu olho
Virei-me para olhar mas já tinha sumido
Eu não mais tocá-lo com o meu dedo
A criança cresceu, o sonho acabou
Eu me tornei
confortavelmente entorpecido


Escrito por Peguel Bê!!! às 21h19
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De Repente Eu Entendo

O rosto dela é um mapa do mundo
É um mapa do mundo
Você pode ver, ela é uma garota linda
Ela é uma garota linda
E tudo ao seu redor é um poço prata de luz
As pessoas que a cercam sentem o benefício disso
Te faz calmo
Ela mantém você na palma da mão

Refrão:
De repente eu entendo
Isso é o que eu quero ser
De repente eu entendo
Porque diabos isso significa tanto para mim? (2x)

Eu sinto como se tivesse atravessando o mundo
Como se tivesse atravessando o mundo
Você pode ouvir ela é uma linda garota
Ela é uma linda garota
Ela preenche cada esquina, como se fosse nascida em preto e branco
Faz você ficar atento quando você está tentando lembrar
O que você ouviu?
Ela gosta de deixar você pensando em uma palavra

Refrão:
De repente eu entendo
Isso é o que eu quero ser
De repente eu entendo
Porque diabos isso significa tanto para mim? (2x)

E ela é a mais alta
E ela está olhando para mim
Eu posso ver seus olhos olhando da página na revista
Ela me faz perceber como que eu podia ser uma torre

Uma grande e forte torre
Ela tem a força para ser
A força para ceder
A força para ver (4x)

Refrão:
De repente eu entendo
Isso é o que eu quero ser
De repente eu entendo
Porque diabos isso significa tanto para mim? (2x)

De repente eu entendo
Isso é o que eu quero ser...



Escrito por Peguel Bê!!! às 12h24
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Outro dia estava lendo um livro de Teoria Geral do Estado e fiquei surpreso ao descobrir coisas que não sabia a cerca do anarquismo. Era um livro do Dalmo Dalari e o que me chamou atenção foi o fato de perceber que bem antes de existir o termo “anarquismo”, já existia filósofo que introduziam certas idéias propagadas pelos pensadores anarquistas como Bakunin.

Sei que nessa vida nada se cria, tudo se copia, porém isso me surpreendeu. Mas a parte mais interessante foi a que falava de São Tomás de Aquino, que no século XII, sendo cristão, já falava que um homem não deve exercer poder sobre o outro.

Sei que o filósofo católico não pregava contra o Estado em si, mas a semente já estava plantada para séculos mais tarde germinar.

Uma parte livro que me irritou foi quando o autor afirma que os ideais anarquistas só perduram no Brasil até a década de 1920. Isso não é verdade. E o movimento anarco-punk? Tudo bem, pode não ter a força de antes, mas idéias nunca morrem.

Mas uma outra coisa me deixou feliz, ou sei lá com um sentimento dúbio, foi a posição de Dalari com relação ao Estado. O autor diz que o Estado que não cumpre com sua função social do bem comum e que beneficia uns poucos, não pode ser chamado de Estado. Isso me lembrou o Estado democrático brasileiro. Que Estado é esse que trata grande parte de sua população como excluídos? Que país é esse?

Bem, vou continuar lendo. Se encontrar mais alguma coisa interessante, eu comento

Escrito por Peguel Bê!!! às 04h18
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Fim

Poderia ter sido por dinheiro
ou, quem sabe, por outro amor
Talvez pelo receio de algun dia
vir a sentir uma maldita dor
Poderia ter sido uma conquista
ou, por outro lado, um desperdicio
Talvez apenas más notícias de algum
pior inimigo
Poderia ter sido o mais profunda desejo
ou apenas indecisão
Talvez podesse ser o disturbio
de alguma maldita previsão
Poderiamos ser quem somos
ou um outro personagem qualquer
Talvez você não achasse que era
importante ser como você é
Poderia ser tempero, tempestade
ou, quem sabe, temperamento
Talvez só fosse tristeza,
triste fim de um tormento.



Escrito por Peguel Bê!!! às 11h49
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Cão sem nome

Eu vi um cachorro morto
e os urubus ao seu redor
vi os vermes que brotavam
de sua pele feito gotas de suor
eu vi um rato observando ao longe
a procissão de baratas que rastejavam aos montes
em direção aos restos mortais
de um pobre coitado
que descansava em paz
depois de anos sofrendo
como só um cão
subiu aos céus e hoje é são
afinal, depois de morto,
vida interrompida depois do coito,
todo mundo é santo
mesmo que seja do pau-oco.



Escrito por Peguel Bê!!! às 22h01
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